Espaço de Trabalho Ideal: Jan Greenberg

Jan Greenber é a autora de mais de dez livros de não ficção para crianças e adolescentes, em parceria com Sandra Jordan. O último livro delas, Ballet for Martha: Making Appalacian Spring é considerando um dos melhores livros infantis, inclusive pelo Washington Post e o Boston Globe.

Aqui ela descreve como desenvolve seu trabalho em um espaço bem iluminado entre grandes árvores.

Quando eu era uma adolescente, crescendo em St. Louis, eu amava ler e sonhar acordada. Minha aula predileta era inglês, em que conversávamos sobre livros, escrevíamos poemas e histórias. Tirando isso, achava toda a escola sem graça, com eceção do almoço. Quando o sino tocava ao meio dia eu empilhava meus livros em cima do armário, meus amigos conseguiam reconhecer meus livros pelos papéis q saiam para fora deles e pelo empilhamento totalmente torto prestes a desmoronar. Meu quarto, em casa, não era muito diferente. Roupas espalhadas, lixinhos cheios, revistas de cinema, fotos de Rock Hudson e Tab Hunter e livros empilhados na mesa.

Em compensação, quando eu me casei e tive filhos, virei uma maníaca por limpeza. Se você visitar minha casa perceberá que tanto a decoração quanto a arte são minimalistas. O primeiro e segundo andar estão mais ou menos organizados como a nossa sala, abaixo.

Aqui dá para perceber a decoração da minha casa, livre, pura, moderna e sem muitos papéis.

Infelizmente, esses quartos pertencem a uma amiga minha! Eu sou uma escritora, preciso dos meus livros de referência, computadores, anotações, etc. O estilo certinho, cheio de estilo e bom gosto de minha amiga, talvez intimidasse a minha criatividade.

Minha casa foi construída em 1910, segue uma foto da minha sala gótica.

Observe as estantes embutidas, os painéis e lustre elegante. A lareira quase faz o quarto parecer acolhedor. Mas confesso que esse não é o meu escritório também, é a biblioteca Morgan em Nova Iorque, é a antiga casa do banqueiro J.P Morgan, o gosto dele era refinado e mundano, sendo condizente com o status que ele tinha de magnata do século.

Mas agora, o meu estúdio de verdade, onde o fantasma da adolescente bagunceira ainda continua! Meu estúdio fica no 3° andar da minha casa antiga. Ninguém nunca sobe lá para me atrapalhar. Meu marido me envia sms perguntando quando vou dormir. Eu sento no computador e fico olhando para o gramado verde lá fora, cobertos de carvalho e árvore de Maple. As árvores de pêra e cereja bem floridas agora que é primavera.

Na mesa comprida, sem ordem alguma, existem alguns dos meus projetos em andamento: um livro de mistério que estou produzindo há 4 anos, notas de matérias de revistas, livros de referência e também um projeto para um livro infantil que estou fazendo pesquisa. Eu não consigo entender como algumas pessoas mantêm tudo dentro de um computador e não possuem papéis em seus escritórios. No meu tem bilhetes para mim mesma, espalhados pela mesa inteira, contas a pagar, correspondências, convites, e ingressos de shows. Tem fotos da minha família, junto com a minha coleção de cerâmicas verdes americanas.

Fotos penduradas no meu mural de pessoas que eu já escrevi sobre, incluindo Chuck Close, Frank Gehry, Richard Serra, e Ellsworth Kelly. Também tem fotos dos meus netos, de amigos próximos, e de meus cachorros poodles: Henri e Thiebaud. Uma carta adorável que minha mãe, que era publicitária, escreveu para uma colega nos anos 50 e prêmios de alguns dos meus livros.

Se você vier ao meu escritório verá minha vida inteira na sua frente. E eu não consigo imaginar trabalhar em qualquer outro lugar!

Deixe um Comentário