Arquivos de November, 2011

Alexander Girard: Trazendo cor ao Incolor

Thursday, November 24th, 2011

Os padrões brincalhões de Alexander Girard e as cores vivas eram um alívio comparado a indigesta e muitas vezes incolor situação em que o Estados Unidos  pós-guerra passava.

Girard chamou a atenção da Herman Miller através de sua amizade com Charles Eames. Na década de 1940 os dois homens perceberam que tinham coincidentemente projetado gabinetes quase idênticos de rádio moderno e ambos foram fizeram experimentos com cadeiras de madeira compensada. Eames o apresentou a George Nelson, que o convidou para se juntar a Herman Miller em 1952,  como diretor da recém-criada divisão têxtil.

A Herman Miller estava precisando de tecidos modernos para complementar seus projetos modernos. De acordo com o fundador da empresa D.J. De Pree, “[Girard] foi o único a dar emoção para os desenhos de Nelson e Eames.” Girard viu seu trabalho simplesmente tornar a vida um pouco melhor através de tecidos. Inspirando pela sua formação em arquitetura, Girard desenvolveu uma coleção têxtil  constituída por cores primárias e formas geométricas. Um contraste colorido ao estilo predominante, a coleção foi um sucesso de crítica e de mercado.

O amor de Girard pela cor, textura, padrão, e, sua imaginação talentoso e coragem de expressar sua própria liberdade estética, fez dele uma força influente no modernismo. Girard foi um artista  inovador que trouxe um elemento humano de alegria para tudo o que tocava.

Muitos dos projetos têxteis de Girard continuam a  ser produzidos hoje.

Daniel e a Faulin Design

Thursday, November 24th, 2011

Continuando com o especial Mês do Designer aqui na Herman Miller, hoje apresentamos para vocês Daniel e a Faulin Design.

“O design faz parte da vida das pessoas, desde a concepção de uma embalagem, até a criação do projeto de um avião. “

Daniel Faulin de Lima é graduado em design de interface digital e já acumula alguns anos de experiência com projetos tanto digitais quanto gráficos. Atualmente trabalha junto ao seu sócio, também designer, Thales Fuzetti na própria agência de comunicação Faulin Design. Ao longo dos quatro anos de sociedade, desenvolveram diversos projetos, como criação de branding e identidade visual, design estratégico, gráfico e digital.

Para definir sua agência Daniel diz: “Ideias se criam e se perdem a todo instante, isso não é diferente conosco. A diferença é que trabalhamos nossas ideias para alcançar o resultado esperado. Nossa agência é humana, todos os projetos são coordenados e pensados por mim e pelo Thales, criando um vínculo muito forte com o cliente. Estamos aqui para auxiliar as pessoas e criar projetos inteligentes”.

Já criaram projetos dos mais variados para diversos clientes. O último projeto realizado foi para um restaurante basco no bairro dos Jardins em São Paulo, onde desenvolveram toda a identidade visual e a estratégia de comunicação. “O resultado foi muito gratificante, pois superamos as expectativas e agradamos a todos”, completa Daniel.

Dia-a-dia na Faulin Design

É ótimo trabalhar em um lugar onde podemos aprender coisas novas constantemente. Nosso trabalho é bem diversificado e empolgante, pois em um único dia podemos criar um branding, desenvolver um site e trabalhar na arte de um livro. Temos autonomia em tomar todas as decisões no dia-a-dia e por isso nossa responsabilidade aumenta e muito, tornando o trabalho ainda mais motivador e desafiador. Fazemos questão de todos os dias nos reunirmos para discutir o andamento da agência e os objetivos individuais. Estamos aqui porque gostamos do que fazemos.

O que é ser Designer?

Ser designer é muito mais do que ler livros sobre teoria da cor, desenhar tipografia ou criar embalagens de perfume. Sabemos a importância destes estudos, porem eles apenas fazem parte de um processo criativo. Somos capazes de solucionar problemas do dia a dia, pois vemos o mundo de forma abrangente e diferente. Um designer pensa, pesquisa, opina e expõe seu ponto de vista, compartilhando ideias em busca da melhor opção para o seu público em destaque. Nossa função está em detectar problemas e solucioná-los. Estamos presentes em todas as etapas de um projeto desde o brainstorm, concepção, briefing, planejamento, coordenação, produção, publicação e até na avaliação dos resultados.

Design na minha vida

Sempre gostei de criar coisas novas. Alguns anos atrás decidi me empenhar e levar a criatividade a sério estudando Design de Interface Digital. No ano seguinte entrei para o centro de pesquisas SENAC, onde estudei questões de inclusão social e digital. Atualmente tenho 23 anos e trabalho duro para conquistar o meu espaço no mercado. Obviamente tenho um longo caminho pela frente, porém o design me faz pensar de forma abrangente e criativa, o que me faz evoluir sempre como profissional e conseqüentemente repassar essas experiências nos meus projetos.

Dois clássicos Eames inspiradores

Wednesday, November 23rd, 2011

Requisitados para construir o  lobbie do recém concluído prédio da Time & Life em Manhattan,

Charles e Ray Eames criaram o que se tornaria dois clássicos do design.

Destinado a ser uma  área de espera durante o dia e um lounge para os empregados a noite, os lobbies precisavam  de uma cadeira confortável, mas com uma pegada menor do que a icônica lounge Eames. A Eames concebeu um novo projeto composto por um núcleo de compensado curvado coberto de espuma e couro, preta grossa. Os braços, assento e costas se juntaram com as molduras em alumínio polido. O resultado transpirava um apelo executivo e se tornou a peça central de cada lobby.

O Time-Life lobbies também forneceu o ímpeto para uma série de bancos desenhados  por Ray. Vindos do noz sólido, as seções superiores  e inferiores de cada banco eram idênticas, com uma seção central única. Os bancos serviam como mesas baixas e assentos.

Estes dois designss foram tão entrelaçados com o projeto que os inspirou,  que ainda hoje eles são referidos como  Time-Life chairTime-Life stool. Ambos os clássicos, estão disponíveis ainda nos dias de hoje.

A engenhosidade do design antigo e do moderno

Tuesday, November 22nd, 2011

Qualquer pessoa com uma sensibilidade para o design, ama muros de pedra seca. Alice Rawsthorn escrevendo para o The New York Times, os chamou de “um exemplo fascinante de engenhosidade no design.”. Como em qualquer projeto que realmente ressoa conosco, muros de pedra seca são intrigantes porque eles fazem mais com menos, neste caso, a argamassa.

“Pedra seca” refere-se a prática de selecionar e moldar cuidadosamente pedras e, em seguida, as encaixar de forma aleatória. Tão antigas quanto as paredes de pedra neolíticas construídas para estabelecer limites de como as pessoas evoluíram a partir de caça e coleta para a agricultura, as técnicas de pedra seca têm sido usadas ​​para edifícios e pontes, bem como paredes.

Apesar de ser aplicada a cerca de 9 mil anos, a prática tem poucas alterações técnicas desenvolvidas. Mariana Cook em seu livro “Stone Walls: Personal Boundaries” conta a fascinante  história da construção de pedra seca.

Um exemplo que não apareceu em seu livro, mas poderia estar, é o Butaro Hospital em Ruanda. Construído com a ajuda da MASS Design, a estrutura dispõe de paredes de pedra seca. Os arquitetos da MASS treinaram com os ruandeses locais o antigo ofício. Eles se tornaram os pedreiros: estilhaços de rochas vulcânicas se encaixaram e formaram duas paredes do hospital.

Rafael Tavana

Tuesday, November 22nd, 2011

Conheça a história de Rafael Tavana que optou pela profissão de designer gráfico. E que atualmente trabalha com desenvolvimento de produtos, embalagem e conceito em uma reconhecida empresa de brinquedos!

“Minha paixão pelo Design Gráfico vem de família, meu pai há muitos anos tinha um estúdio gráfico onde tudo era feito manualmente, diferentemente de como fazemos hoje pelo computador. Era na tesoura e cola mesmo. Mas comecei nessa área por meio de um amigo de meu pai que procurava alguém para trabalhar como aprendiz, era a minha chance. Isso foi em 1997 e acredito que essa oportunidade foi sem dúvida a porta de entrada para que eu realmente me tornasse um designer.

O amor pela profissão aconteceu desde criança, no entanto, essa oportunidade só fez reforçar a vocação para essa profissão. Atualmente, trabalho na área de projetos e desenvolvimento de produtos da Gulliver de Brinquedos, em São Caetano do Sul, com Ricardo Assi e Emerson Minesso onde desenvolvemos desde o projeto do brinquedo até o conceito visual de sua embalagem.


A minha maior inspiração e porque não dizer também a motivação em trabalhar nessa área, é a possibilidade de mexer com o imaginário das pessoas através das artes gráficas que desenvolvo. Pode parecer estranho, mas o público infantil que é o meu foco atualmente, é um dos mais exigentes nesse aspecto. Afinal, nos dias atuais, é preciso algo que chame muito a atenção da criança para que ela deixe de lado o computador e o vídeo game, uma tarefa nada fácil.

Acho que o designer têm que acordar todos os dias com ideias renovadas, tentando não soar datado. A palavra certa seria, Inovar, sempre!

Quando digo que trabalho com brinquedos as pessoas logo dizem que é o emprego dos sonhos de qualquer pessoa, de fato é um grande trabalho e também uma grande responsabilidade, pois, a infinidade de produtos que temos no mercado torna o mercado ainda mais competitivo. Por esse motivo, em nossa sala, somos cercados de produtos de diversas marcas e seguimentos, aqui a brincadeira torna-se algo sério.

O espaço de trabalho é um lugar que deve ser organizado, é sem dúvida um pouco do que acontece na sua cabeça, e se seus pensamentos também não estiverem organizados você provavelmente perderá uma grande ideia no meio da bagunça toda. Acredito que a mente assim como o ambiente organizados são o ponto de partida principal para ter e desenvolver boas ideias.

Acabamos de organizar o nosso ambiente de trabalho e acho que definitivamente está como gostaríamos que ficasse, boa música tocando durante o dia, produtos e embalagem que foram desenvolvidos pela equipe em destaque para que esteja de frente com quem entrar na sala.

Eu tenho certeza que a maior contribuição que o Design trouxe para a minha vida foi ver uma coisa de várias formas diferentes, ou seja, uma coisa pode ser várias coisas se deixarmos a nossa imaginação trabalhar de forma livre e sem conceitos pré determinados.”