“Sentimos antes de pensar”

April 24th, 2014

Essas são algumas provocações usadas pela Herman Miller que ajudam as pessoas a pensarem no “Living Office”.

Nós anotamos sugestões do ambiente, bem como de outras pessoas e estas , em seguida, informam o que sentimos e por sua vez, como nos comportamos . Espaços que são bem projetados comunicam uma mensagem sem usar palavras – eles não tem que ter rótulos dizendo-nos o que acontece nesses espaços .

Pense em alguma bela casa moderna que você possa ter visitado, uma casa que facilmente ganharia prêmios de design . No entanto , de alguma forma, ela não parece como casa, há algo faltando. O layout tem seguido todas as fórmulas certas, as combinações de cores têm sido bem pensadas, ela tem todos os equipamentos mais recentes – mas ainda assim, há algo faltando. “Nós sentimos antes de pensar “.

Da mesma forma , é importante que os locais de trabalho não sejam projetados apenas para ganhar prêmios, mas para atender às necessidades das pessoas que trabalham lá. Apesar de parecer óbvio, nem todo projeto abraça este conceito.

Só porque você não possa medir algo, não significa que não seja importante – o que não é exatamente o mesmo que a citação de Seth Godin: “Só porque alguma coisa é fácil de medir, não significa que seja importante”.

Por Mark Catchlove

Artista americano Alex Katz tem exposição em SP com obras inéditas

April 24th, 2014

Está em cartaz na Luciana Brito Galeria, até o dia 31 de maio, uma exposição sobre o artista americano Alex Katz. São apresentados 11 trabalhos, sendo cinco deles de uma série inédita internacionalmente: “Couples” – casais, ou duplas, em português.

A série “Couples” foi concebida por meio de retratos sobre um fundo negro, sendo assim um novo caminho para tratar a temática do distanciamento entre as pessoas, que já fora abordada em outros momentos de sua carreira. Além dela, a segunda passagem de Alex Katz pelo Brasil (a primeira foi em 2010, quando realizou mostra individual), que já incluiu uma participação na SP-Arte, traz oito estudos que esclarecem o seu estilo próprio.

Alex Katz é um dos grandes nomes da arte contemporânea dos Estados Unidos. Sua carreira contempla retrospectivas e exposições individuais no Whitney Museu, MoMA PS1, Albertina Museum, dentre outros.

Veja detalhes:

“Alex Katz”

Local: Luciana Brito Galeria

Rua Gomes de Carvalho, 842 – Vila Olímpia – São Paulo/SP

Quando: até 31 de maio

Funcionamento: de terça a sábado, das 10h às 19h

Contato: (11) 3842 0634 – http://www.lucianabritogaleria.com.br/

Preços: não informados

Entrevista com a marca australiana Maya Muse Textiles

April 23rd, 2014

Maya Muse Textiles é uma marca australiana de tecidos criada pela Designer Maya Walsh  em 2010. Maya deixou para trás sua carreira no mercado têxtil de Londres para voltar para casa em Sydney e colocar sua alma e coração na própria marca, e o empreendimento, sem dúvida, tem dado resultados. A linha de produtos da Maya Muse em almofadas, toalhas de mesa, aventais, bolsas e acessórios já estão conquistando a atenção de estilistas respeitados e ganhando espaço em blogs de design. Seu trabalho destaca o valor do trabalho artesanal e sua paixão por padrões, cores, tecidos e design estão claramente em evidência. Nós conversamos com Maya para descobrir como ela começou e o que ela tem em mente para o futuro…

HM – O que a levou a começar uma carreira com foco em design?

Eu sempre amei arte de design, e quando era criança, eu sempre estava desenhando ou fazendo coisas novas. Tendo em mente que me tornaria uma designer gráfica, cursei uma graduação de Design na COFA, o que me proporcionou um diploma multidisciplinar. Foi lá que descobri design têxtil – Fiquei apaixonada!

Fiz um estágio em uma proeminente empresa têxtil de Sydney por alguns meses. Tendo encontrado o que eu amava fazer, decidi me mudar para Londres para desenvolver minhas habilidades em um dos maiores centros têxteis do mundo. Com uma determinação teimosa, trabalhei de graça em alguns estúdios para ganhar experiência, enquanto trabalhava em um pub e no varejo para me sustentar, por sorte deu tudo certo eventualmente, com um emprego efetivado.

HM – Descreva um dia típico no escritório.

Eu trabalho de casa em Sydney, o que me oferece uma flexibilidade fantástica, muita liberdade e também muita variedade, fazendo com que dois dias nunca sejam os mesmos. Meus dias favoritos são dias de impressão e de design, que acontecem algumas vezes ao mês. O resto do tempo eu estou fazendo qualquer outra coisa, como costurando, atualizando o website e a loja online, fotografando novos produtos, fazendo planejamentos de marketing, buscando fornecedores de tecidos ou pegando recursos. Eu tento fazer um pouco de tudo – marketing, vendas, design, controle de estoque, mas eu ainda terceirizo a área de TI, que com certeza não é meu forte!

HM – Como você descreveria a estética do seu design?

Com a combinação de técnicas tradicionais, uma rica palheta de cores, um linho maravilhoso e gravuras contemporâneas, os produtos da Maya Muse destacam o valor do trabalho manual e são criados para espalhar felicidade.

Com todos os tecidos produzidos a mão em uma só cor, minha estética de design é frequentemente descrita como clean, nítida e escandinava, na simplicidade da qualidade gráfica.

Eu acho que exista uma certa honestidade em técnicas artesanais, que envolve cada produto com uma qualidade especial que só pode ser alcançada na ausência da produção de massa.

HM – Como sua abordagem tem se desenvolvido com os anos?

Trabalhei em Londres durante cinco anos como uma designer têxtil para um estúdio comercial. Nossos clientes eram marcas de grande valor no mercado, como a Marc Jacobs, como também grandes marcas mais acessíveis, como Jigsaw e Primark. Meu trabalho era acelerado e divertido e eu amava como eu podia desenhar todos os dias. Porém, quando um desenho meu era vendido, eu não tinha nenhum envolvimento com o produto que se tornava, no tipo de tecido em que era criado, o que era frustrante às vezes.

Com a Maya Muse, eu amo uma parte de cada estágio do processo de produção. Esse engajamento com produção é o que mais significantemente mudou no meu processo de design. Preocupações ambientais e soluções ecológicas são fatores significantes no meu processo agora.

Com cada novo produto cuidadosamente criado a mão, pelas minhas mãos por sinal, a limitação e os pontos fortes dessa técnica também mudaram minha abordagem. Cada design e pintura feita em tão pequenas quantidades, custos de produção e viabilidade pesam significativamente agora no desenvolvimento de um design.

HM – O que a inspira?

Toda e qualquer coisa! Eu poderia passar a semana toda vendo websites e blogs de design lindos, onde eu encontro inspiração infinita. Eu também adoro observar outras disciplinas, como cerâmica e moda, e traduzir suas tendências em coisas para casa. Até mesmo olhar uma linda cadeira e pensar qual almofada encaixaria perfeitamente com ela pode resultar em um novo design.

Viajar é definitivamente minha fraqueza e a fonte de muita inspiração. Interessantemente, para a primeira coleção da Maya Muse, foi a volta para casa depois de tantos anos que me inspirou. As gravuras do eucalipto e do Ku-ring-gai foram a resposta que tive ao rever minha terra natal com novos olhos.

HM – Quais foram os seus feitos mais recompensadores?

Desde que fundei a Maya Muse Textiles no meio de 2010, tenho achado a experiência toda muito recompensadora. Como tantos outros empreendimentos pequenos, com certeza teve altos e baixos e muita tentativa e erro, mas saber que era tudo meu é tão recompensador. Eu estou tão orgulhosa do quão longe a marca chegou em tão pouco tempo!

Eu ainda tenho um calafrio com os pequenos passos que formaram o negócio, como quando inauguramos meu website, ou quando recebemos novos materiais para o estoque ou um destaque publicitário. Eu também me sinto recompensada quando sento nos mercados e converso com clientes e escuto suas opiniões sobre os produtos.

HM – Qual é seu próximo passo?

As linhas da Maya Muse Textiles estão sempre se expandindo com novos designs, novas cores e novos produtos. Dois novos designs foram recentemente lançados – Paisley e Issa. Além disso, como preparação para o inverno, eu adicionei bolsas de trigo e pesos de porta nas linhas, e eu acho que talvez haverá uma nova gravura “Sydney” a caminho.

Recentemente, encontrei um costureiro local que agora costura todas as minhas almofadas e aventais, o que me deu muito mais tempo para trabalhar em marketing e desenvolvimento, portanto espero que a Maya Muse cresça e tenha mais estoquistas também!

HM – Como você quer que seu trabalho seja lembrado?

Eu gostaria de que as linhas da Maya Muse sejam vistas como produtos maravilhosos e bem feitos, que destacam e valorizam o aspecto artesanal.

Exposição traz 950 torres constituídas por páginas de listas telefônicas e papelão

April 22nd, 2014

O Sesc  Pompéia apresenta, até o dia 29 de junho, uma exposição dedicada aos amantes da representação urbana por meio de um dos grandes nomes da arte contemporânea, Christian Boltanski.

A exposição contempla cerca de 950 torres em uma área de 1.400 m², com uma densa concentração que se assemelha aos grandes centros urbanos. As construções são constituídas exclusivamente por páginas de listas telefônicas e papelão, e são fruto da visita de Boltanski à cidade de São Paulo no ano passado.

O título da exposição “19.924.458 +/-“ também é uma referência à capital paulista, correspondendo ao número de habitantes da cidade. Durante a mostra, haverá também um indicador de nascimentos e mortes em São Paulo, com movimento de luzes em períodos de tempo. O artista, no entanto, afirma que a exposição não é essencialmente uma reprodução de São Paulo, mas sim um retrato da “fragilidade da vida”.

O artista contemporâneo Christian Boltanski é francês, e se autodenomina um “minimalista sentimental”. Sua última passagem pelo Brasil, em 2012, trouxe a exibição da obra “Chance” na Casa França-Brasil, no Rio.

Veja detalhes:

“19.924.458 +/-”

Local: Sesc Pompéia

Rua Clélia, 93 – Pompéia – São Paulo/SP

Quando: até 29 de junho

Funcionamento: de terça a sábado, das 10h às 20h; domingos das 10h às 18h

Contato: (11) 3871 7700 – http://www.sescsp.org.br/

Preços: entrada franca

Jeremy Hocking sobre a Herman Miller e George Nelson, para o Apple Daily

April 22nd, 2014

Jeremy Hocking, vice-presidente da Herman Miller Asia Pacific, concedeu uma entrevista bacana para o Apple Daily, um portal chinês, na semana passada. Por lá, ele falou um pouco sobre a empresa e também sobre as notáveis criações de George Nelson, como o Marshmallow Sofa.

É uma pena que o artigo e o vídeo estejam inteiramente em mandarim. Para trazer um pequeno vislumbre sobre a entrevista, no entanto, apresentamos uma frase de efeito sobre os valores da empresa, dita por Hocking:

“O cliente que procura comprar uma falsificação ou uma cópia não é um cliente Herman Miller. Estamos tentando fazer do mundo um lugar melhor, um lugar mais bonito através do design”.